GRANDES POSSES





GRANDES POSSES

O mendigo que caminhava com a lanterna,
Sempre trazia uma palavra amiga e terna,
Às vezes tentava iluminar lugares obscuros,
Onde a luz não chegava, por trás dos muros.

Mas nada trazia a não ser sua luz,
Nada de posse e riqueza, apenas a cruz,
E os que se aproveitavam da iluminação,
Conseguiam ver no meio da escuridão.

Qual é a verdadeira riqueza que podemos ter?
Qual é a verdade que deveríamos ver?
Aonde o homem quer chegar, em seu caminhar?
Será que não está andando no mesmo lugar?

As cortinas podem se abrir,
Os véus ocultos podem ruir,
E o que tem do outro lado do véu?
Apenas com a lanterna o homem enxergará o céu.

Possuir a vida ou ser possuído?

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