sábado, 11 de fevereiro de 2017

ESCURIDÃO



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ESCURIDÃO

Na escuridão da floresta reservada,
Em tons sombrios calmamente pincelada,
Lá estava, tal como descrita no oculto,
Entre a prece do santo e do herege inculto.

Andando entre os raios das estrelas errantes,
Seguindo o homem, seu eterno amante,
Se prende ao cordão do tempo que escorre,
Nas entranhas da escuridão, morre.

A terra úmida sente o sabor do fogo,
Mão ao alto suplicando em rogo,
Mas a prece não acalenta a visão,
O que padece centro do coração.

Animais fantásticos surgem na escuridão,
Não se sabe ao certo, real ou ilusão?
E os efeitos ficam, ignorando a paisagem,
Retratando o gosto de quem alimentou a imagem.

Um lobo uiva ao conhecer a lua,
Um círculo de fogo para a mulher nua,
A escuridão se dissolve entre pernas dançantes,
Que se alimentam das freiras e seus amantes.

Elder Prior.

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