sábado, 17 de dezembro de 2016

FOLHA IV





FOLHA IV



Não vou mais me envenenar com a política mundial,

A nova ordem que se espalha feito um vírus letal,

Cansei de sofrer, procurar uma luz na saída,

Mas a colônia está entregue aos destinos da vida.



Vou me encontrar com os seres da natureza,

Com os entes escondidos atrás da beleza,

Buscar o aroma da poesia no canto da floresta,

Um reduto de paz e equilíbrio que ainda resta.



Vou me encontrar com a pureza das fadas,

Buscar a paz das criaturas aladas,

Viajar pelas fronteiras do desconhecido,

Enquanto o dia não tiver amanhecido.



Vou me acanhar com os mestres do mundo oculto,

Onde a idéia se envolve num vulto,

Criando um lugar onde a experiência é eterna,

Um novo útero, a Nuctis, a consciência materna.



Vou me ligar ao meu eu esquecido,

A voz do silêncio que cochicha em meu ouvido,

Tudo aquilo que sei e que faço que não sei,

Que esconde de mim mesmo, o que um dia serei.

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