segunda-feira, 4 de julho de 2016

ZEPPELIN DE CHUMBO




ZEPPELIN DE CHUMBO

Zeppelin de chumbo cruzando as massas cinzentas de fumaça,
Poesias misteriosas perante a lei de uma nova raça,
Símbolo maravilhoso, cruzava o céu imponente em seu traçado,
Sulcando as poesias com melodias de um poder desafiado.


Talvez o velho mago ainda sobrevive na revolução,
Nos sons uivantes de guitarras no compasso da nova canção,
A humanidade deixou seu uniforme para vestir-se de natureza,
Se enfeitar da loucura e da impermanência da beleza.


O mestre Dali enfeitou suas muletas com vivas cores,
Nuances de uma humanidade aberta às paixões e amores,
Quadriculou o mundo, o Picasso que vive além do externo,
Aquelas novas pessoas pertencentes ao mundo moderno.


Se ergueram das cinzas os demônios esquecidos,
A fumaça ardia nas narinas dos heróis escondidos,
Fênix alguma foi tão admirada quanto a águia solar,
O poder mágico que da ilha chegou ao continente por mar.


Os heróis foram mortos em guerra sangrenta,
Vencidos em sua luta por heroína ciumenta,
Restam lembranças nas cruzes deixadas no peito,
Lágrimas roladas na solidão, na penumbra do leito.


Elder Prior.