sexta-feira, 23 de outubro de 2015

CANÇÃO DE AMOR


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FOTÓGRAFO: IMMO KLINK


CANÇÃO DE AMOR

Come sempre me esperava, na velha casinha da colina,
Banhava-se no riacho, desde quando era menina,
Espíritos da floresta vinham brincar com seus cabelos,
Entre todas as mulheres, a única que podia vê-los.

Contavam que a muito tempo, ali aconteceu,
De um sábio apaixonado, de triste adoeceu,
E ali deixou seu ouro, seu precioso coração,
Ficou por um amor, que lhe mostrou uma lição.

"Não ame procurando pessoas perfeitas,
Pois nem mesmo uma reta pode ser direita,
E tudo se curva diante do amor verdadeiro,
O olho só se abre depois de enxergar algo inteiro".

Voltou para casa, se vestiu de flores e ficou a esperar,
Abri a porta, recebi um sorriso e um belo jantar,
Brindamos o nosso amor, com o leve sussurro da madrugada,
Somos perfeitos enquanto vivemos mais uma noite encantada.

Volto ao meu caminho pelo mundo das canções,
Levando por onde passo, a felicidade, as emoções,
E lá estará a bela morena de cabelos cacheados,
Me esperando com seu sorrido, para outra noite ao meu lado.

Elder Prior.

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

O MENESTREL

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O MENESTREL

Andando pelos bosques, sentindo o cheiros das flores,
Ao som de bandolins, flautas para meus amores,
Nas sombras dos carvalhos, esperar pelo orvalho,
Numa fogueira se esquentar, usar o fogo como agasalho.

Caminhante sem rumo, o meu destino é uma canção,
Que toco numa flauta, que toca seu coração,
Borboletas rodeiam as cores, abelhas retiram o mel,
Girando no meio da relva, num imaginário carrocel.

Sou um Menestrel encantado, tenho a natureza ao meu lado,
Um bardo cantante levando, minha canção ao seu reinado,
Em seu mundo que escondes, seu pequeno reino encantado,
Onde a magia nunca acabou, um espírito criança desejado.

Todos ainda tem dentro de si um lado infância,
Que ficou perdido nos perversos laços da ignorância,
Se tornando um adulto que se esqueceu de brincar,
Esquecendo, na verdade, como é simples amar.

Sou um Menestrel que veio ao seu ouvido cantar,
Um bardo feliz, para teu coração encantar,
A música nunca pode parar de tocar,
As flores devem estar abertas quando a manhã chegar.

Elder Prior

sábado, 10 de outubro de 2015

COGUMELO MÁGICO

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COGUMELO MÁGICO

A ciência criou em seus laboratórios, um cogumelo,
De longe tão terrível, que de feio se tornou belo,
Mas abriu um outro mundo com suas explosões,
Mundos escondidos em suas diversas radiações.

O deus Marte vive esta criação com sede do poder,
Espíritos antigos foram acordados no alvorecer,
Vieram então, ideias que mudaram a humanidade,
Trocando moral por vícios, sabedoria por insanidade.

E os loucos continuam seguindo o deus da crueldade,
Gastando sua alquimia em benefício da maldade,
A loucura aumenta e os lucros se acumulam,
As mídias mentem, e os mudos se acomodam.

Vendo o que o Cogumelo conseguiu fazer,
Seus efeitos ainda fazem muita gente perecer,
E os demônios que foram libertos jamais serão sepultados,
Porque, por toda Terra, são ainda condecorados.

O gigante mágico continua andando entre os povos,
Entrando na mente ignorante, ambiciosos novos,
O que será do mundo quando o louco comer o cogumelo?
Querer, em sua loucura, sair de sua redoma, do seu castelo?

Verá que será tarde para ter o que lhe resta,
Porque o cogumelo de Marte já fez sua festa,
E a Terra se tornará Marte, inóspita e fria,
Vítima de uma humanidade que jaz, de alma vazia.

Elder Prior.