domingo, 5 de abril de 2015

TIC TAC





TIC TAC

Ergueu-se para a sombra refletida no espelho,
Viu da escuridão escorrendo seu sumo vermelho,
Cortou uma maçã em pedaços fartos,
Rezou para a santa padroeira dos partos.

Olhou no berço o jovem leão coberto de pó,
Chorando por companhia, deixado num canto, só,
Beijou o menino como se fosse um rubi da romã,
Dando paz ao atormentado, como se fosse sua irmã.

Ergueu-se para olhar o Sol que em sua rua desviou,
Enamorou-se pelo dourado que em sua vida se infiltrou,
Na união saudável entre o doce e o salgado,
As maravilhas do mundo deste sabor degustado.

Olhou-se pela fresta da porta que se fechou,
Sentindo medo de tudo aquilo que lhe restou,
Criaturas noturnas que lhe assombram a noite,
Utilizando suas palavras e atos de acordo com o açoite.

Se entregando de corpo e alma ao nascer,
Que no iluminar da vida busca o amanhecer,
Deixando a penumbra do passado sem paisagem,
Para criar nos números do cronômetro uma nova imagem.

Elder Prior...

TIC TAC

Ergueu-se para a sombra refletida no espelho,
Viu da escuridão escorrendo seu sumo vermelho,
Cortou uma maçã em pedaços fartos,
Rezou para a santa padroeira dos partos.

Olhou no berço o jovem leão coberto de pó,
Chorando por companhia, deixado num canto, só,
Beijou o menino como se fosse um rubi da romã,
Dando paz ao atormentado, como se fosse sua irmã.

Ergueu-se para olhar o Sol que em sua rua desviou,
Enamorou-se pelo dourado que em sua vida se infiltrou,
Na união saudável entre o doce e o salgado,
As maravilhas do mundo deste sabor degustado.

Olhou-se pela fresta da porta que se fechou,
Sentindo medo de tudo aquilo que lhe restou,
Criaturas noturnas que lhe assombram a noite,
Utilizando suas palavras e atos de acordo com o açoite.

Se entregando de corpo e alma ao nascer,
Que no iluminar da vida busca o amanhecer,
Deixando a penumbra do passado sem paisagem,
Para criar nos números do cronômetro uma nova imagem.

Elder Prior...

Leia mais: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=290681 © Luso-Poemas
TIC TAC

Ergueu-se para a sombra refletida no espelho,
Viu da escuridão escorrendo seu sumo vermelho,
Cortou uma maçã em pedaços fartos,
Rezou para a santa padroeira dos partos.

Olhou no berço o jovem leão coberto de pó,
Chorando por companhia, deixado num canto, só,
Beijou o menino como se fosse um rubi da romã,
Dando paz ao atormentado, como se fosse sua irmã.

Ergueu-se para olhar o Sol que em sua rua desviou,
Enamorou-se pelo dourado que em sua vida se infiltrou,
Na união saudável entre o doce e o salgado,
As maravilhas do mundo deste sabor degustado.

Olhou-se pela fresta da porta que se fechou,
Sentindo medo de tudo aquilo que lhe restou,
Criaturas noturnas que lhe assombram a noite,
Utilizando suas palavras e atos de acordo com o açoite.

Se entregando de corpo e alma ao nascer,
Que no iluminar da vida busca o amanhecer,
Deixando a penumbra do passado sem paisagem,
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4 comentários:

  1. Fantástico!
    Muitos parabéns, Elder!
    Um grande abraço!

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  2. Olhou-se pela fresta da porta que se fechou,
    Sentindo medo de tudo aquilo que lhe restou,

    Um poema que nos leva. Muito bom!

    ResponderExcluir