terça-feira, 7 de abril de 2015

MORPHEU




MORPHEU

Aquilo que parece tão real, é tão irreal,
Que passa pela vida, que se torna ideal,
Manchado pela aparência de uma verdade,
Se ofuscando nos espelhos da realidade.

Aquilo que parece ser, mas que não é,
Um produto mental, substância da fé,
Criaste um mundo plano e sem cantos,
Escondeu sua vida e seus encantos.

Aquela verdade que te fizeram acreditar,
Porque um velho antigo um dia ousou falar,
Os testes da ciência comprovam o incerto,
Deixando teorias, filosofias, questões em aberto.

O que te escondem atrás das grossas paredes?
Atrás deste jogo intrincado formado por redes?
Onde prendem sua mente não te deixando pensar,
Você jamais descobrirá qual é o seu lugar.

Dorme! Ó sonolenta alma desnuda!
Enquanto a sapiência prefere você muda,
O segredo da Esfinge jamais será revelado,
Pobres almas! Sonham com o príncipe encantado!

Elder Prior
 

Um comentário:

  1. Boa tarde, Elder!
    Ao ler seu Poema, não posso deixar de pensar em como é difícil alcançar a lucidez e - mais difícil ainda - suportar a dor que ela nos trás, uma vez alcançada... Mas vale à pena. Com certeza!
    Um grande abraço, Elder!

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