sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

MARGARIDA





MARGARIDA

Oh, Margarida!
Porque estas tão triste?
Já, ninguém tem mais olhos para ti?
Onde foi que perdeste tua beleza?
Transformando suavidade em aspereza?

Oh, Margarida!
Que um dia enfeitaste o jardim,
O que aconteceu com sua luz, com sua cor marfim?
Te procuram pelos cantos e não encontram mais,
As canções se esqueceram de ti, já não satisfaz.

Quem sabe se alguém, ainda vê em ti, amor,
Uma chispa de claridade, lhe dê valor,
Aquele que um dia juraste ter no coração,
Que, como todo canto, era ilusão.

Agora, tornou-se planta de plástico,
Formando buquês, presa com elástico,
Enfeitando o concreto de shoppings e passarelas,
Sua tinta se perdeu, fugiu das aquarelas.

Oh, Margarida!
Quem sabe um dia seja feliz,
Retire de suas pétalas, esta vontade que diz:
"Fui feliz e não sabia! Quando o Sol clareava meu dia"
Quando o dia acabava e você ainda sorria.

Elder Prior 

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