domingo, 27 de julho de 2014

FELICIDADE DE AMAR






FELICIDADE DE AMAR

Tanto tempo se passou, parece que nem foi tanto,
Parece que o tempo parou, se encantou no seu encanto,
As coisas do mundo de fora não acompanham,
As palavras que na saudade se banham.

E no crepúsculo do tempo, vejo você tão linda,
Que vinha ao meu encontro, sem saber ainda,
Que as aulas barulhentas de bateria,
Não era tudo o que você queria.

Eu construí muros, com tijolos desenhados,
Te prendendo entre telas de terreno dominado,
E o que era música se tornou verso e dança,
O que era juventude se tornou uma aliança.

Me deste em troca as mais belas obras criadas,
Pelo teu sorriso e tua genialidade, premiadas,
Obras que superaram os criadores e seus cinzéis,
Coloriram a vida com outros pincéis.

Mas o tempo passa, mesmo sendo eternidade,
Deixando em seu rastro as marcas da saudade,
De um tempo que vivíamos nossa jovialidade,
Deixando o eterno fluir em sua ansiedade.

Tocam ainda as velhas canções da memória,
Recordações que viraram história,
Quem sabe um dia possamos contar,
Aos nossos netos, a felicidade de amar.

Elder Prior

Nenhum comentário:

Postar um comentário