sexta-feira, 20 de junho de 2014

MULHER BELA


MULHER BELA

Um dia você surgiu entre a névoa das brumas,
As corujas cessaram o pio, foram jogadas as runas,
O sortilégio dizia: um amor impossível.
Um ser nem vivo, nem morto, no espelho, invisível.

Mas era linda como a noite de lua cheia,
Sua voz em melodia com um canto de sereia,
Em tua pele fria o calor do amor eu sentia,
Mas tu fostes embora antes do raiar do dia.

Quem seria aquela mulher tão bela?
Que carregava em suas mãos uma vela?
Olhou em meus olhos como se olhasse minha alma,
Pegou minhas mãos, olhou minha vida na palma.

Porque tu se escondes? Perguntou com tristeza,
A sabedoria não vem de nenhuma riqueza,
As uvas secaram e não se tornaram vinho,
As cordas desafinadas racharam o corpo do pinho,
E neste caminho só encontrará o final,
Quando tua alma se livrar de todo seu mal.

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