segunda-feira, 21 de abril de 2014

MUNDO SEM CANTOS, UNIVERSO SEM VERSOS




MUNDO SEM CANTOS, UNIVERSO SEM VERSOS

Rochas pétreas dilaceram o hepático Prometeu,
Com luneta mágica enxerga além, caolho Galileu,
Mundos esféricos, sem cantos, só encantos,
E se move entre a magia dos Santos.

Novas Terras, novos mundos habitáveis,
Novas crianças em condições insuportáveis,
Eu escondido entre o sangue da taça,
Rezando aos deuses. Que justiça se faça!

Mas deus anda surdo, ou será o contrário?
É a humanidade que dilacera seu diário?
Com letras mortas de lingua extinta na mentira,
Enquanto desesperada a Esperança se retira.

E ficam os donos do mundo, os donos do poder,
Atiram pedras nos corvos, Prometeu não pode prometer,
Além da Terra quadrada, em barra de ouro,
Entre vísceras comidas e o futuro vindouro.
 

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