sábado, 8 de fevereiro de 2014

MARCA SUTIL





MARCA SUTIL 

À noite saio pra te encontrar,
Na minha vida noturna, mágica secular,
Ainda te encontro com as mesmas formas de outrora,
De tempos que o destino malvado levou embora.

Te vejo em detalhes que só a alma pode ver,
Em trajes que um viajante jamais iria ter,
Pobre mendigo da noite, Bardo enlouquecido pelo vinho,
Caminhando pelos becos escuros, dormindo em desejos, sozinho.

E na solidão noturna, consigo enxergar na imensidão,
Através da vontade dispersar a escuridão,
Sentir seu perfume, que outrora em ti impregnaste,
Ver detalhes que a vida em ti, acumulaste.

Mas não posso esquecer jamais um detalhe perfeito,
Uma pinta que ainda vejo e sinto em meu peito,
O desejo de novamente nela poder tocar,
E no delírio desta noite, continuar.

O dia amanhece e tudo acabou,
O que era bom a realidade tomou,
Quem sabe o que poderá ser da minha vontade?
Que sempre volta esperando pela verdade?


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