sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

PEDRAS NO CAMINHO




PEDRAS NO CAMINHO

Pedras soltas no caminho, num mundo sozinho,
Pisoteando o orgulho ferido, de um leão que pensa ser Rei,
Mas o que existe de tão triste na beira do caminho?
As pedras realmente falam, línguas esquecidas,
Que outros povos um dia compreenderam,
Mas os locais, jamais serão os mesmos,
E as pedras do agora já foram os castelos de outrora,
Os ossos enterrados na areia foram grandes reis,
E tudo passou pelas areias da ampulheta,
A sabedoria transformou-se em cinzas,
De uma fênix que não soube voar,
Ideias e mensagens que se perderam no tempo,
Ou, que foram, por sacerdotes, escondidas nos templos.

Pobre humanidade que se acha o centro do Universo,
Não enxerga que a imagem do espelho é o inverso,
E os demônios são soltos pela ganância de engolir o tempo,
De beber o vinho posto no sumo da árvore,
Que fica, no meio do Jardim das Hespérides,
Onde chora o dragão, e se senta pensativo o Buda,
Onde crucificam o Cristo, e se esquecem de Deus.


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