segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

DIONISIUS





DIONISIUS

Estavas tão linda, naquela festa, iluminada,
Com seu vestido verde, sua pele acetinada,
Uma tatuagem de borboleta nas costas,
Asas abertas, pernas, uma beleza à mostra.

E um jovem Bardo, correndo os olhos pelo salão,
Estavas tão linda, com uma taça de vinho na mão,
E Dionísio sussurrou ao meu ouvido:
_Amigo Bardo! Dos licores, o amor é o meu preferido!

Com seu poder de inebriar as jovens donzelas,
A mim embriagou, com o licor de uva tão bela,
E o êxtase de vida caminhou entre as curvas,
Longe estávamos numa campina escura, turva.

E como um jovem que nunca provou tal licor,
Se enamorou pelo desejo deste seu amor,
E cúmplices de Dionísio fomos querendo,
Afinal, coisas se atraem, ouvindo o atrito, gemendo.

A festa chegou ao seu final,
Voltou para o vestido, guardou o cálice divinal,
A borboleta voou entre as pernas do céu,
_Obrigado Dionísio! Por me ter aberto este véu!



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