terça-feira, 19 de novembro de 2013

A POÉTICA MUTAÇÃO - O RETORNO





Sei que andei sem saber direito pra onde ir,
Sai, sem vontade de dizer que ia partir,
Meu coração partido me desejava uma mágoa,
Na pureza de meu sentimento por ti, sem mácula.

Subi pelas montanhas que imaginei vencer,
Mas somente andei sem destino, sem perceber,
Desci aos vales escondidos pela floresta,
Procurando aquilo que dentro de mim, ainda resta.

Vou voltar, depois de voar com asas de cera,
Vou trazer minha alma cansada de tanta besteira,
Talvez a viagem que fiz por lugares distantes,
Estão todas anotadas nos escritos dos instantes.

Vou voltar, depois de gastar meu último pantáculo,
Descobrindo que a vida é um imenso espetáculo,
Onde sou apenas o bobo em sua cena grotesca,
Se queimando ao Sol, sonhando com sombra e água fresca.

Agora, piso nas folhas espalhadas pelas estradas,
Estão todas secas, as flores se perderam das fadas,
E no silêncio ando, retornando de onde saí,
Sabendo agora, meu lugar de direito é aqui.

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