sábado, 23 de novembro de 2013

A POÉTICA MUTAÇÃO - APROXIMAÇÃO ( A LANTERNA DO CEGO)




A LANTERNA DO CEGO

Parábolas que explicam para não se entender,
Palavras compradas que não são pra vender,
O orador impõe sua métrica falsa,
Com sua poesia, sua voz realça.

Aproximam-se dele os iludidos,
Pela mágica das palavras, confundidos,
Já não pensam, preferem a manipulação,
Ser apenas um grão no meio da multidão.

Aproximam-se dele os convictos,
Os que já deram antecipados vereditos,
Tudo é verdade, foi o que testemunharam,
Toda mentira dispersa, presos os que caluniaram.

Mas o gosto da cicuta amarga na mente,
Cada qual, com sua certeza, sabe o que sente,
A voz da consciência vem e te condena:
_Deixa a hipocrisia! Vem cumprir sua pena!

E eu, com minha pena na mão,
Uma alma penada no meio da ilusão,
Meu sangue, como tinta, uso para escrever a vida,
Se aproximando do fogo para cauterizar a ferida.

Parábolas engasgam em minha garganta,
Palavras que aprendi, você não se levanta,
Jaz como uma lampada que perdeu a energia,
Acreditou na lábia da falsa magia.



Um comentário:

  1. "Mas o gosto da cicuta amarga na mente,
    Cada qual, com sua certeza, sabe o que sente."

    O que sente e pensa sobre...

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