sábado, 28 de setembro de 2013

CIDADANIA




CIDADANIA

Dizem que votar é ato de cidadania,
Para os pobres brasileiros que de tudo faz mania,
E votam em dois turnos como se fossem campeonatos,
Nos mesmos políticos de sempre, enroladores natos.

Dizem que ser castrado de liberdade é cidadania,
Assim ninguém perde sua suada hegemonia,
São sempre as mesmas lacraias no poder,
Porque é cidadania do povo merecer.

Com urnas eletrônicas é mais difícil anular,
Quando é tudo eletrônico não tem como burlar,
E muitos tendo mais chances de errar,
Festa para os políticos, mais chances de ganhar.

Cidadania é estar insatisfeito com a corrupção,
Saber que nada muda em toda eleição,
Mudam as caras safadas todos os anos,
Educação, saúde, segurança, moradia são seus planos,
E o Brasil continua sendo colônia há mais de 500 anos!!!

Acorda Brasil!!!

OLHOS DE FOGO



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OLHOS DE FOGO



Cabelos rubros, olhos de fogo, fátuo, delírio,

Rosa vermelha, carmesim, jasmim, um lírio,

Vestes sagradas, sangrentas, paixão e desejo,

Carícias insanas, tentações, uma boca, um beijo.



Roupas rasgadas, fênix maculada, fogo interno,

Delírios, embriaguez, anjo e demônio, céu e inferno,

Corpos suados, molhados, apertados, infiltrados,

Lâmina, taça, vinho e leite, desejos saciados.



Cansaço vencido, corpos caídos, cabelos grudados,

Músculos relaxados, pele avermelhada, segredos guardados,

Entre pernas entrelaçadas, respiração acalmada, sorriso dado,


Olhares trocados, fogo exilado, tudo terminado.

LUZ


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LUZ



Surgiu imponente a luz bela e serena,

Em sua envoltura, vento e temperatura amena,

Iluminando o meu olhar com sussurros molhados,

Acalmando minha alma, meus desejos extasiados.



A Luz quis dormir em meu coração,

Quis fazer morada dentro da minha ilusão,

Mas a ilusão é tão passageira e com tempo marcado,

E a Luz jamais pode ficar de lado.



Foi muito tempo que fiquei longe, dos seus afagos, seus abraços,

Não se pode fugir do destino, não se pode afrouxar o laço,

Pois as coisas que são nunca deixarão de ser,

Aquilo que buscamos e fazemos por merecer.



E assim a Luz propaga sua simpatia eletrizante,

Inundando corações, enaltecendo os amantes,

Libertando o amor de suas palavras deliciosas,

Poesias que batem como caldas calorosas.



A luz continua em seu caminho iluminado,

Passeando pela escuridão não a deixando de lado,

Apenas sabe que seu complemento é a ausência,

Daquilo que não existe em sua essência.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

NÃO SER


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NÃO  SER


Ás vezes é melhor esperar, observando o caminho,

Perceber que o tempo nunca muda sozinho,

A beleza e o feio acompanham o doce festejar,

As coisas andam como têm que andar.


Não apresse aquilo que tem seu tempo de existir,

Como um rio entre as rochas, que insiste em fluir,

As barragens que lhe dão mais força para expressar,

A energia elétrica para maravilhas carregar.


A arte da guerra é saber quando agir,

De maneira que no mundo saiba interferir,

Sem que não cause males ainda maiores,

Causando apenas coisas para que tu, melhores.


É melhor compreender a verdade do mundo,

Antes que a carregue com um erro profundo,

De achar que sabe tudo,

Quando devia calar-se, ficar mudo.

SEMENTES



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SEMENTES



Espalhando sementes em campos arados,

Nos vícios dos mundos, seres desanimados,

Onde tudo parece estar de cabeça para baixo,

Figura gravada na carta do Enforcado.



Mas surge no horizonte a Esperança,

Brindando com taças de sutis lembranças,

Tirando do rio da vida o amor nela contida,

Que busca em seu leito curar a ferida,



Coagula-se o sangue daqueles que sofreram,

Dissolve-se o mal para os que correram,

E tudo está naquilo que desejamos,

Nos pensamentos que damos formas, quando acordamos,



É tempo de agir por sua vontade,

Que não tem caminho, nem tem idade,

Todos podem lutar por um ideal,

Mesmo que nem todos pensem igual.



Sempre haverá uma semente pra plantar,

Sempre haverá aquele que irá gostar,

Colher o fruto daquilo que você plantou,

E com tanto carinho cultivou e regou,

Para o que era apenas um sonho escondido,

Tornar-se vida, um algo vivo, vivido.

VIDA LÚDICA


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VIDA LÚDICA              



A vida é um jogo de princípios e fins,

Meios pelos quais buscamos a essência lúdica,

Erros e acertos que são analisados pela sorte,

O livre arbítrio de seguir o caminho penoso.



A harmonia se esconde entre as asas dos anjos,

Que brigam pela sua alma vazia de ideias,

Buscando coisas fúteis em pensamentos inúteis,

Um dia atrás do outro sem perdão para a consciência,

Que esbarra na ciência criada para explicar Deus.



Jogam-se os dados da roda da fortuna,

Na arte da guerra do tabuleiro de Xadrez,

Uma vida de conflitos explicados nas cartas de Tarô,

O poder de pedra e a força para levantar a Runa.



Intrigantes intrigas povoam sua mente,

Um Maha Lila de espadas e serpentes,

Anjos do bem e do mal na balança universal,

Velas lúdicas indicam o jogo no castiçal.



A vida é um jogo com princípio e fim.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

TAÇA DE CRISTAL




TAÇA DE CRISTAL



Dei-te uma taça do mais fino e puro cristal,

Onde havia meus pensamentos e sentimentos livres do mal,

Onde depositei minha realidade mais escondida,

Dei-te o melhor de mim e o desejo da vida.



Mas fizeste da taça apenas um repositório de cinzas cheiradas,

Um incensário vazio, misturado com óleo barato,

Daqueles que derramam e engorduram o prato,

E fazem a balança pender do lado das coisas impensadas.



Misturaste as ondas e o barulho do vento,

Dentro da taça vazia para gerar o tormento,

Que na penumbra dos dias se perde nos seus olhos frios,

Derramando o sal nas águas doces dos rios.



Melhor seria ter-te dado um copo de vidro barato,

Que se dissolve na areia deste mundo ingrato,

Sem beleza para conformar aqueles que realmente sabem o que é o amor,

Para aqueles que sabem no que se tem que dar valor.



Mas agora é tarde, o tempo das chuvas se foi com as brumas,

E o frio na janela bate querendo entrar em minha alma,

As lembranças ficaram, algumas,

Nesta tarde gelada, tranquila e calma.

ROSA DO JARDIM




ROSA DO JARDIM



Eras a rosa mais bela no meio do jardim,

Fazendo inveja às margaridas e ao canteiro de jasmim,

As abelhas em seu néctar de embebedavam,

Em sua beleza alucinavam.



E a rosa tornou-se tão bela que um dia alguém a apanhou,

Colocou-a em um vaso, solitária ficou,

Uma vida dentro da redoma que sua beleza criou,

Uma sorte que sua beleza raptou.



A beleza da rosa se exauriu pela água vazia,

Na tristeza agora, ela passava todo o dia,

Já não tinha mais o brilho que tinha na luz do Sol,

Sua alegria não alimentava mais a tristeza do caracol,



A rosa tornou-se apenas espinhos,

Onde as serpentes escolheram para fazerem seus ninhos,

O tempo de beleza se foi, e a água insípida acabou,

Nem beleza, nem odor, nem cor, nada adiantou,

Finalmente a morte chegou.