terça-feira, 27 de agosto de 2013

OLHOS NEGROS




OLHOS NEGROS

Vestida de negro, olhos negros, iluminada,
Andava macio, um beijo vazio, alucinada,
Algo de triste, te feriste, como uma adaga,
Talvez um amor, um prestidigitador, uma mágoa,
E seus caminhos, sinuosos e sombrios, passeia,
Olhar vago, sem vida, muda sereia.

Erga-te e veja que ainda existe a lua cheia,
E que a viúva negra continua tecendo a teia,
Inóspita no meio de tanta maldade,
Não te deixam ser o que você é na realidade.

Mas um dia a sereia vira fada,
Por um grande amor, sem trevas, será acariciada,
Um beijo, a bela adormecida dos sonos profundos,
Descobrirá a felicidade e a alegria, enxergando novos mundos.

E os olhos negros se iluminarão,
Seus vestidos, muitas cores terão,
Dançarás aos sons de faunos e bardos,
Ouvirás os sons das esferas de dias estrelados. 

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