quinta-feira, 15 de agosto de 2013

DEUS ANDA NU




DEUS ANDA NU

Vou por aí vencendo meus sacrifícios,
Criando as luzes que iluminam os orifícios,
Nas entranhas da minha mente inquieta,
Em devaneios, minha vida agitada arquiteta,
Buscando a beleza da vida escondida em detalhes,
Nos pormenores deste mundo criado nos entalhes.

Suas maravilhas observadas como uma fotografia de paisagem,
Refletindo Deus escondido dentro de sua imagem,
Um Deus que não faz questão de que o vêem com tantas roupagens,
Mas na verdade anda nu, brincando com o céu, semeando as pastagens.

Se sacrifica pelo mundo que continua cego,
Perdido em seus vícios, dominado pelo Ego,
Abrindo portas de luz que ofuscam as almas,
As mentes apressadas em suas mortes calmas,
Sorvendo o elixir da vida com ansiedade,
Engasgando com as verdades nos entalhes da realidade,
Que se escondem na luz que chega na aurora,
E mostra o rosto apenas na derradeira hora,
Lhe dizendo que nada adiantou se esconder,

Pois as folhas da uva são pequenas para sua mente conter.

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