terça-feira, 27 de agosto de 2013

COLIBRI




COLIBRI

Ouço sua voz nas gotas da chuva,
Dizendo-me que sente saudades,
Mas a saudade diz que a vida dá voltas,
E nem sempre gera a felicidade,
E os desejos se escondem dentro de um grão,
A pedra no sapato de qualquer cidadão.

Não me olhe com seus olhos de pimenta,
Feito ave agourenta,
A saciar seu desejo de me degustar,
Como um prato de especiarias vazias.

Um leito de colchas retalhadas pelo tempo,
Penso no que sinto pela vida,
Que traz a felicidade nos momentos,
E demora passar com a tristeza,
Nos cantos dos pássaros mórbidos,
Na suavidade de uma borboleta,
Tu estás, me vigiando em seu coração,
Querendo voltar no tempo dos castelos e fadas,
Das velhas idéias por mim exageradas,
Nas regras quebradas,
Na vida que ficou num mundo que passou,
E que no triunfo de chegar no futuro,
Na história escondida tropeçou. 

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