terça-feira, 27 de agosto de 2013

A MONTANHA




A MONTANHA

Subindo bem perto do infinito,
Onde o céu beija a terra em seu rito,
O Sol suspira o alento da vida,
A terra germina sua mágica colorida.

Eu toco o céu com um dedo,
Novo Michelangelo buscando um segredo,
Abrindo entre as nuvens obscuras da mente,
Uma luneta que observa com mágica lente.

Lá está, aquilo que está escondido,
Tão perto e tão distante do hálito expelido,
E sinto meu corpo dentro de tudo que vive,
E sinto que tudo vive dentro daquilo que retive.

A consciência de que posso subir a montanha,
Tornar o acesso fácil por uma estrada estranha,
E os que vierem depois, encontrem lugares marcados,

Onde possam descansar seus pensamentos sagrados.

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