segunda-feira, 1 de julho de 2013

OBSCURO




OBSCURO


Sou assim mesmo, obscuro e só,
Numa busca desenfreada por mim mesmo no infinito,
Que se perde no horizonte de infindáveis caminhos,
Que se entrelaçam e lançam as chamas da dúvida.

E o tempo se encolhe e mostra a imensidão,
Num vasto campo de experimentos alquímicos,
Onde o chumbo jamais vira ouro,
Onde um corvo jamais enxergará a escuridão,
A fênix parte o paradoxo entre a vida e a morte,
Escolhe a sorte dos velhos bruxos que se escapam,
Por idéias escondidas dentro da mente sã.

É o caminho para a loucura de saber demais,
E ter que esconder dos demais na convenção,
Daquilo que jamais poderiam saber,
Numa vida que busca por algo mais,
Tão distante da massa apoteótica que se amassa,
E tão perto do infinito e invisível,

Assim sou eu comigo mesmo, obscuro e só.

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