sábado, 27 de julho de 2013

ABSURDA VERDADE




ABSURDA VERDADE

O menino corre pelas campinas,
Com suas mangueiras silvestres, singelas vestes,
Vivendo seu sonho de que o mundo é tão belo.

E longe dali, o Sol, entre as nuvens escuras,
Atrás das avenidas não tão seguras,
Vivendo um sonho não tão estranho ao mundo.

Sentado na praça está o ancião jogando milho,
Olhando no tempo a vida que foi perdendo o brilho,
A Lua se esconde por trás das grandes torres escondidas.

O menino e sua pipa, homens e sua grandeza,
O Sol ainda brilha no coração da gentileza,
E se iludem aqueles que adoram a Lua,
Em seu passar tão rápido pelo mundo,
Em suas fases de frases perdidas pelo mundo,
A maré sobe e lava a mão imunda,
A mente humana a indecisão inunda.

As críticas nascem e não mudam,
Tecnologias que nas marés afundam,
Mas ainda lá no horizonte surge o Sol,
O menino ainda brinca nos campos,
As cidades não param em seus encantos,
O ancião se perde em sua vida de desencantos,
Escravo daquilo que fez e do que gostaria de fazer.

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