segunda-feira, 1 de julho de 2013

A RODA




A RODA

Que as palavras ditas não fiquem apenas no papel,
E que as pessoas não aprendam o que já sabem,
E a Tristeza não seja um acompanhante,
Dentro de um caminho que nunca termina,
Sobre a face ácida que vemos no espelho,
Que se desentende com as idéias juvenis,
De um tempo que a Beleza era a vida,
E que as pessoas tinham um pouco de valor,
Os pássaros voavam sobre o mundo infinito,
Cigarras cantavam entre os bosques verdejantes,
Bardos cantavam suas notas para o mundo,
E as pessoas eram vidas vividas do amor,
Que invadia o mundo com simplicidade,
Espantando dos olhares humanos a maldade,
Acendiam fogueiras e dançavam em volta,
Brincando nuas como crianças inocentes,
Sem nenhum poder de inquisição,
Sem nenhuma pedra ou crucificação,
Apenas vivendo sem a lei amaldiçoada,
Guardando-te em padrões indesejáveis,
Que se segue não se sabe por que,
E segue sabendo que não gosta,
Esperando um dia encontrar a felicidade.



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