sábado, 27 de julho de 2013

ESTRELA DE BELEM




ESTRELA DE BELÉM

A Estrela que vai brilhar mostrando o destino,
Aos Magos do oriente um caminho até o menino,
Onde tudo se concentra num símbolo de amor,
e muitos seguidores o vêem como um valor.

A Estrela brilhou na mente de alguns escolhidos,
Na mente daqueles que dentro de si estavam recolhidos,
Para que pudessem enxergar além do mundo terreno,
Onde a humanidade divide tudo com seu ego de veneno.

A Estrela ainda brilha no coração dos que amam,
Independente das coisas ilusórias criadas pela mente,
Por idéias diferentes que num novelo se embramam,
Uma praga de maldade, da discórdia a semente.

Quem sabe um dia todos enxerguem a mesma Estrela,
E todos se alegrem da mesma forma em vê-la,
Descobrindo que sua luz é a mesma em todo lugar,
Só muda as cores e a intensidade de brilhar,
Para que todos, cada um de um jeito, possam enxergar.

DONOS DO MUNDO




DONOS DO MUNDO

A maldade que flui nas veias do terror,
Daqueles que desejam o poder e o valor,
Idéias que te fazem escravos de idéias concebidas,
Mercado de um grande monstro, mentes iludidas.

Grandes tecnologias, banquetes mentais e visuais,
Até onde chegaremos com a sede de querer mais?
De onde vem esta quantidade de coisas artificiais?
Pois na realidade nada é artificial,
Tudo é transformado pela mente humana,
Que transforma o que existe na natureza,
Para gerar algo diferente em sua estranha beleza.

Mas o que ficará quando o lixo acumular?
Quando não houver mais nada pra transformar?
E a humanidade não tiver mais lugar para morar?
Será que buscará uma nova Terra interestelar?

Ou os donos do mundo já estão fazendo isso,
Com seus telescópios gigantes, este mundo omisso,
Onde coisas acontecem por trás das cortinas pesadas,
Num mundo controlado por idéias disfarçadas,
Onde a pobreza está escondida atrás da escravidão,
Uma escravidão que aprisiona elos desejos do coração,
Que se apaixona pelos artifícios da ciência,
Preferindo abster-se de usar a inteligência.

CAIXA DE PANDORA




CAIXA DE PANDORA

Um sentimento que vem de dentro, um vento,
Uma nova vida com uma pá de pedreiro, prestes a construir,
Sai a donzela de seu mundo obtuso, foge do convento,
Pois suas paredes seculares estão para ruir.

E o mundo abre as portas para o que virá,
Um mundo de possibilidades que se alcançará,
Enquanto catástrofes moldam as palavras de Deus,
Criando vida na matéria inerte dos ateus.

E novas torres são construídas para alcançar o céu,
Novas idéias sugeridas com o alinhamento do Sol,
As luzes do mundo transformam néctar em mel,
As mesmas luzes fazem a lesma se esconder no caracol.

Talvez uma cornucópia esteja escondida,
Dentro da mente humana inerte e esquecida,
Esperando as crianças que ainda brigam por seus doces,
Deixem de achar que tudo o que existe são posses.

Quem sabe os que brigam por um ideal,
Se unam para construir uma torre para o amor universal,
Onde reis e plebeus possam transformar água em vinho,
Pão em carne, para alimentar o verdadeiro caminho.


ABSURDA VERDADE




ABSURDA VERDADE

O menino corre pelas campinas,
Com suas mangueiras silvestres, singelas vestes,
Vivendo seu sonho de que o mundo é tão belo.

E longe dali, o Sol, entre as nuvens escuras,
Atrás das avenidas não tão seguras,
Vivendo um sonho não tão estranho ao mundo.

Sentado na praça está o ancião jogando milho,
Olhando no tempo a vida que foi perdendo o brilho,
A Lua se esconde por trás das grandes torres escondidas.

O menino e sua pipa, homens e sua grandeza,
O Sol ainda brilha no coração da gentileza,
E se iludem aqueles que adoram a Lua,
Em seu passar tão rápido pelo mundo,
Em suas fases de frases perdidas pelo mundo,
A maré sobe e lava a mão imunda,
A mente humana a indecisão inunda.

As críticas nascem e não mudam,
Tecnologias que nas marés afundam,
Mas ainda lá no horizonte surge o Sol,
O menino ainda brinca nos campos,
As cidades não param em seus encantos,
O ancião se perde em sua vida de desencantos,
Escravo daquilo que fez e do que gostaria de fazer.

OS POBRES



OS POBRES

E quando a tempestade cai surge esperança,
De dias que virão e ficarão como lembranças,
Verdades faladas, planejadas para parar a chuva,
Limpar os canais, lavar a alma, adoçar as uvas.

A Terra se inunda de amor e poder de fé,
Tudo o que existe em vida, saber como é,
O mundo é singelo em seu rumo complexo,
Misturando amor, ódio, castidade e sexo.

Embriaga o ébrio, na sobriedade da vontade,
Querendo alimentar o desejo na sua vida de Aladim,
Sabendo que a tempestade terá um trágico fim.

A comédia vira tragédia com o fim do riso,
A esperança apenas sorri entendendo o prejuízo,
Mas nunca é tarde para ter fé e seguir em frente,
Mudar as tempestades internas, crescendo na mente.

Mente aquele que nunca parou pra pensar,
E nem o coitado do Amor é compreendido,
É confundido com seu irmão Cupido,
E continuam vivendo a tragicomédia,
Com seus conceitos de enciclopédia.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

OBSCURO




OBSCURO


Sou assim mesmo, obscuro e só,
Numa busca desenfreada por mim mesmo no infinito,
Que se perde no horizonte de infindáveis caminhos,
Que se entrelaçam e lançam as chamas da dúvida.

E o tempo se encolhe e mostra a imensidão,
Num vasto campo de experimentos alquímicos,
Onde o chumbo jamais vira ouro,
Onde um corvo jamais enxergará a escuridão,
A fênix parte o paradoxo entre a vida e a morte,
Escolhe a sorte dos velhos bruxos que se escapam,
Por idéias escondidas dentro da mente sã.

É o caminho para a loucura de saber demais,
E ter que esconder dos demais na convenção,
Daquilo que jamais poderiam saber,
Numa vida que busca por algo mais,
Tão distante da massa apoteótica que se amassa,
E tão perto do infinito e invisível,

Assim sou eu comigo mesmo, obscuro e só.

A RODA




A RODA

Que as palavras ditas não fiquem apenas no papel,
E que as pessoas não aprendam o que já sabem,
E a Tristeza não seja um acompanhante,
Dentro de um caminho que nunca termina,
Sobre a face ácida que vemos no espelho,
Que se desentende com as idéias juvenis,
De um tempo que a Beleza era a vida,
E que as pessoas tinham um pouco de valor,
Os pássaros voavam sobre o mundo infinito,
Cigarras cantavam entre os bosques verdejantes,
Bardos cantavam suas notas para o mundo,
E as pessoas eram vidas vividas do amor,
Que invadia o mundo com simplicidade,
Espantando dos olhares humanos a maldade,
Acendiam fogueiras e dançavam em volta,
Brincando nuas como crianças inocentes,
Sem nenhum poder de inquisição,
Sem nenhuma pedra ou crucificação,
Apenas vivendo sem a lei amaldiçoada,
Guardando-te em padrões indesejáveis,
Que se segue não se sabe por que,
E segue sabendo que não gosta,
Esperando um dia encontrar a felicidade.



SONHO DE MULHER




SONHO DE MULHER

Dormes tranquila linda e pura Donzela,
Com seu rosto formoso pintado numa aquarela,
Que se perde entre a penumbra e a noite,
Usando seus pensamentos como açoite.

Dormes tranquila bela e nobre Princesa,
Nos teus castelos e em sua vida de realeza,
Guardando tuas jóias e peças raras,
Apenas libertando o perfume que exalas.

Dormes tranquila gentil e poderosa Matrona,
Que do meu coração já se tornou única dona,
Entre teus filhos distribui os teus carinhos,
Sou mais um pássaro querendo desfrutar do teu ninho.

Dormes tranquila indescritível Deusa,
Com seus dotes e curvas de eterna beleza,
Suas mãos suaves que afagam minha face,
Teu cheiro, tuas palavras num formoso enlace.

Dormes tranquila Mulher Escarlate,
Me embriagas e me vicias feito chocolate,
Seus lábios rubros feito fatias do coração,
Que minha alma degenera em profunda devoção.

Dorme tranquila límpida Virgem,
E continue em sua livre viagem,
Neste mundo de sonhos de mulher,
Que desvendar e entender todo homem quer.

Dormes tranquila um sonho de mulher.