quinta-feira, 27 de junho de 2013

SANTO GRAAL





SANTO GRAAL

Um cavaleiro sai pelo mundo em sua busca,
Mas o sangue continua no rito sagrado,
Na beatitude que a religião ofusca,
No Graal pagão, império conquistado.

E o Parsifal ingênuo sai em busca do que já tem,
E que outros cavaleiros olham com desdém,
O Lancelot prefere a beleza da rainha,
Guardando a Excalibur na bainha.

O Graal é marcado pelo sangue real,
Do cavaleiro que ao mundo é leal,
O mundo de Artur sede ao novo mundo,
Em Avalon dorme sono profundo.

Acordai! Príncipe das Brumas!
É hora de reconquistar a Beleza!
Erguei a Taça, jogue as Runas!
Que o novo mundo surgiu na certeza.

Guinevere chora seu amor perdido,
Derrotado e destronado pelo anjo caído,
Os altares prometem o sangue sagrado,
Que a todos da Távora fora levado.

E cada qual recebeu sua luz,
Trinta moedas valem o rei Sol,
Um traidor que se apaixona pelo que reluz,
Vários pescadores que não sabem usar o anzol.

A Taça passa, de mão em mão,
Caminha no tempo de doce ilusão,
Iluminando por onde passou,
Rodou pelo mundo que pouco mudou.

E onde o Graal foi colocado,
Qualquer um fica extasiado,
Porque de tão longe está tão perto,
E de tão perto, tão distante do certo.


Nenhum comentário:

Postar um comentário