domingo, 2 de junho de 2013

O ANEL DOS NIBELUNGOS





O ANEL DOS NIBELUNGOS

Humanidade ambiciosa mergulhando no mundo,
Um anel que muito tempo foi dos Nibelungos,
E que jazia perdido entre o lodo do rio,
Num mundo escuro, limboso e frio.

As sereias sabem que o príncipe é um sapo,
Que renuncia ao amor em busca da riqueza,
Nibelungo forja o anel guardado no saco,
O anel que amaldiçoa toda beleza.

E o poder já é tudo que se quer,
Ganância é a maldição de não crer,
Enquanto as Vaquírias galopam em seus mágicos equinos,
Homens se confrontam como se fossem meninos.

Mas o herói vem bater o Dragão,
Sai da Lua o Jorge pra arrancar-lhe o coração,
Que é duro como pedra não lapidada,
Sem sentimentos pela glória alcançada.

O sangue da Virgem segue o destino das Nornas,
O amor navega por um rio sem normas,
O herói morre pela mão da traição,
Porque a jovem Sabedoria não encontrou razão,
E triste agora crema o amor na pira,
Onde o anel do poder não leva sua ira.

Muitos querem o anel dos Nibelungos,
Mas o vêem no rio, perdido ao fundo,
Porque um dia o herói passou,
E por ele o amor se cremou.

E na espera de uma Nova Era,
No crepúsculo dos deuses, na Primavera,
Quem sabe um novo herói possa voltar,
E a maldição do anel possa retirar,
E a Verdade possa libertar,
E a humanidade possa então Amar.

Um comentário:

  1. Simplesmente encantada....
    Bjins literários,
    Simone Guerra

    http://paracruzaroatlantico.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir