domingo, 14 de abril de 2013

O SINO DOS LOBOS





O SINO DOS LOBOS

Na noite de Lua, tão cheia, nostalgia,
Olhos sangrentos, no limbo, alma vazia,
Olhando ao fundo o movimento ávido de desejo,
Pensamentos profundos abertamente revejo.

Entro em quartos, em vidas, em pensamentos,
Buscando a pureza, um sussurro nos juramentos,
Mas a senhora do meu coração não encontro,
O Tempo passa e tudo pode quebrar o encanto.

Os sinos estrondam dentro da minha mente,
E na canícula minha loucura aparente,
Vem à tona e me perco em caminhos sem volta,
Daqueles que a agonia se transforma em revolta.

O dia já está raiando e os sinos choram,
E continuo em busca dela, onde meus desejos moram,
A que consegue com seu canto suave de sereia,
Acalmar os sinos fazendo a quietude na aldeia.

Já é dia e os sinos pararam,
Meus desejos pra minha pobre vida retornaram,
A rotina ensurdece o lobo que já não percebe,
Uivando para o Sol, olhando sua sombra de lebre.

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