domingo, 21 de abril de 2013

ESTAÇÕES


     



     ESTAÇÕES

    Mudaram as estações, e a humanidade não consegue sintonizar.
    As rádios que tocavam musicas falando de índios, 
    Hoje abrem sintonia para a verborragia religiosa.

    O trem passa pelas estações carregando pessoas inertes, 
    Que se congelam entre uma estação e outra.
    Parados, imobilizados pela obrigação da rotina.

    Uma pedra no sapato, ou uma pedra que derrubou o gigante, 
    É a mesma pedra que foi colocada em cima do assunto.
    Mas ainda falam de ecologia, 
    E ainda falam de desmatamento, falam de poluição. 
    Sonora? Visual? Dos rios, ares e mares?

    As estações passam e a humanidade envelhece, 
    Se esquece das coisas que já passaram, 
    Por onde o trem já passou.
    Pela Lua que o homem pisou, a quantidade de gente que matou.

    Por amor, por Deus, pelo País. Qual será a nova sintonia?
    O radio não toca música, mas gera suas vítimas.
    Estamos livres das gerações atômicas?
    Seremos escravos da idiotice?
    De palavras jogadas ao vento?

    A arte perdeu seu lugar para o que se diz cultura.
    Nossa vida passa feito uma prostituta.
    Responderemos processos pelos próximos preconceitos?
    Haverá uma nova inquisição?

    A liberdade de pensamento só é liberta quando somos escravos, 
    Não podemos passar o limite daquilo que está imposto, 
    E se paga o imposto de se viver fora da sintonia.

    Quem sabe com a mudança das estações.
    Quem sabe o trem para em um novo lugar.
    Onde ar, água, terra e fogo vivam em harmonia.

    E a música da banda não seja coisa do diabo,
    E que o diabo esteja ocupado em buscar sua própria sintonia!
    Graças a Deus!!!!

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