sexta-feira, 8 de março de 2013

SINFONIA DOS ELEMENTAIS


   



SINFONIA DOS ELEMENTAIS


  Terra, mundo gigantesco, finito.
  Terra, pequeno mundo dentro do infinito,
  Onde sou verme, sou parte, sou homem, sou deus,
  Sou o último dos seus Prometeus,
 Trazendo em si a terra vermelha, o sal da terra,
 A vida movimentada dos arranha-céus,
 Fulgurando formigas por ruas, por becos, por túneis,
 Belezas feias, alegrias tristes, vidas mortas,
 Em busca de sangue, em busca de amor,
 Do calor...


 E o fogo lava nossa alma, queima as cinzas,
 A escuridão turva a luz e o cheiro é triste,
 Onde sou verme, sou anjo, demônio, sou cobaia de Deus.
 A chispa busca onde se afogar e o infinito é o seu lugar.
 Tão longe, tão dentro de mim,
 O fogo fluindo, fluindo nas águas do mundo,
 Fluindo no corpo, nas águas sujas, nas claras.

                            
  Nas águas vivas, que ainda saem da fonte,
  E as águas lavam a vergonha dos “cara de pau”,
  Com seus jargões conhecidos e suas palavras falaciosas,
  As pizzas são comidas, as verdades esquecidas,
  E chove de novo, e a seca gera novas riquezas,
 As pobrezas são nobres, e as guerras continuam no ar,

 E o ar está tranqüilo, procurando a vida,
 E passam tiros de fuzil, bombas, balas, doces,
 De crianças, traficantes, trafegando para a cripta,
 E os donos dos elementos, alimentam tudo,
 Alimentam o Universo, o imerso e o reverso,
 Da mesma medalha.
 Terra! Sagrada Terra!    

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