sexta-feira, 8 de março de 2013

PROSERPINA






PROSERPINA

Debulhando os grãos da romã,
Na nostalgia do seu leito, seu divã,
Onde encostas a cabeça e foge do mundo,
Nas encostas rochosas do limbo imundo.

Na penumbra da vida, buscas as delícias sórdidas,
No leito de Procusto alivia suas idéias mórbidas,
Preparando para sua estadia elevada aos céus,
Deixando para trás os lacaios no banco dos réus.

Beija o silêncio da liberdade e morde a maçã,
Na tempestade do dia, onde se vence a vilã,
E coroas a cabeça com estrelas de bom grado,
Nas nuvens acolchoadas por um bom agrado.

Na luz da vida, encontras a pureza da beatitude,
Onde vive a beleza, entregando-lhe uma nova juventude,
E se prepara para sua estadia de mulher de desejos,
Esperando mais uma vez os calorosos beijos.

Mulher que é sagrada pela condição de mulher,
Mulher cobiçada por anjos e mortais, por ser mulher.

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