sábado, 2 de março de 2013

O NADA





O NADA

O nada se esconde onde se vê tudo,
No som abafado do silêncio mudo,
Na luz profana que está na escuridão,
No princípio de tudo, no fim, na infinita imensidão.

O acaso caminha em sua matemática exata,
Leis euclidianas são quebradas pela engrenagem ingrata,
Que pilha o tempo destruindo sua exatidão,
A morte venera a venérea procissão.

Não se soma, não subtrai, apenas trai a verdade,
Existe em sua existência, confundindo a realidade,
O nada não é bom, não é mal, é o Tao,
É a plenitude acima dos pólos, é tudo, igual.

O tudo termina onde foge pro nada,
Quando a obra da engrenagem caótica é terminada,
Num sono profundo, sem luz, sem som, sem tom,
Sem alma, sem movimento, sem o sem, nem o com.

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