sábado, 2 de março de 2013

HOMEM DO JARDIM








Homem do Jardim

Às vezes sou anjo, puro, seguro, leal,
Às vezes demônio, sádico, nervoso, mal,
Dias em que vejo as pessoas com olhar de irmão,
Dias em que todos não passam de ilusão,
Tem horas que acho que engoli o caroço no jardim,
Tem horas que penso no quê está dentro de mim,
Um lado santo e bom, religioso e honesto,
Um lado devasso, ateu, um lado que não presto,
Talvez faltasse um pouquinho da Árvore da Vida,
Talvez não exista mais vida além da vivida,
E o Deus que controla o Homem do Jardim,
Esqueceu de responder qual o nosso fim,
E construímos mundos, guerras, riquezas, belezas,
E delas geramos males, doenças e desequilíbrio na Natureza,
E o Tempo diz que a humanidade evolui,
E o Tempo mostra a humanidade que na maldade flui,
O Homem do Jardim novamente está perdido,
No meio do deserto esperando um pedido,
Nada brilha no horizonte a não ser o Sol,
Nada brilha na humanidade a não ser a dúvida.

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