domingo, 3 de fevereiro de 2013

QUATRO ESTAÇÕES








QUATRO ESTAÇÕES

Maior milagre, Deus em forma, fonte da natureza,
Portador da chave de toda beleza,
Quatro faces em quatro cantos do mundo,
Cada qual em qualidades por Deus fecundos.

Quatro pontos cardeais, quatro rosas de vento,
Quatro naipes de cartas marcadas, quatro luas em movimento,
Quatro caminhos na encruzilhada,
Quatro pontas da cruz gamada.

Onde se produz a vida e a morte,
Onde seu tempo é contado pela sorte,
E a sorte com seus solstícios e equinócios,
Para aqueles que trabalham ou vivem no ócio.

A fonte da geração e da semente,
Que molha a terra e deixa a natureza contente,
Águas em suas fases, sólida, líquida,
Gasosa, e pura, na chuva da terra ressequida.

E seus odores, com sussurros e respiração,
Exala o poder do verbo e inala a inspiração,
E os versos saem de sua mente aérea,
Espirram melodias cômicas, sarcásticas, sérias.

Que queima e cozinha, relampeja,
Da vontade humana que procura, almeja,
E transforma-se em guerras, religiões e num marco,
Desde a caverna aos perigos atômicos, criando um arco.

Quatro letras de AMOR, para crucificar a esperança.

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