sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

POEIRA NO VENTO







POEIRA NO VENTO

Sopra o vento em meu corpo cansado,
Espalhando minha poeira para todo lado,
Sinto-me em vários lugares ao mesmo tempo,
Procurando sentir em vão um momento.

O meu pó vai passando pelo mundo sem volta,
Num caminho infinito que das coisas se solta,
E o vento castiga os pensamentos que se agarram,
Nos momentos, achando que de laços eternos se amarram.

As migalhas de mim ficam no caminho da vida,
Alimentando aqueles que nesta trilha buscam a saída,
Minhas sementes que um dia em árvores, serão,
O pó soprado do que um dia fui, e que virão.

Sopra o vento afagando meus cabelos cansados,
Onde a poeira do tempo conta seus grãos movimentados,
Nas mãos do Tempo a ampulheta exagera em viajar,
Já não anda, não corre. Em Pégasus está a cavalgar.

A poeira no vento leva aquilo que de mim resta,
Para que os pombos da praça façam festa,
E no tempo que carrega a vida do mundo,
Está apenas aquilo que de mim era mais  profundo.

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