quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

O CAMINHO DO BARDO






O CAMINHO DO BARDO

O caminho do Bardo também tem espinhos,
Mas tem amor, músicas, deliciosos vinhos,
Na chaleira um chá pra esquentar do frio,
No calor, um banho nu no rio.

De noite cantando para a amada adoçar,
Numa roda de amigos poesias declamar,
E o Bardo descobre o seu caminho,
Com cuidado trafega com muito carinho.

É madrugada e o dia está surgindo,
É hora de partir, o caminho ir seguindo,
Deixar para trás mais uma pessoa amada,
Sabendo que nunca se acaba a jornada.

No céu, a águia com voo imponente,
Como uma Fênix renascendo de repente,
Seu olho procura o que está escondido,
O Bardo procura o que foi esquecido.

No sono da tarde, na sombra do carvalho,
Despertando molhado pelas gotas do orvalho,
É hora de voltar para o caminho infinito,
Buscando em sua viagem o seu próprio mito.

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