quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

SINFONIA DOS ELEMENTAIS









SINFONIA DOS ELEMENTAIS


 Terra, mundo gigantesco, finito.
 Terra, pequeno mundo dentro do infinito,
 Onde sou verme, sou parte, sou homem, sou deus,
 Sou o último dos seus Prometeus,
 Trazendo em si a terra vermelha, o sal da terra,
 A vida movimentada dos arranha-céus,
 Fulgurando formigas por ruas, por becos, por túneis,
 Belezas feias, alegrias tristes, vidas mortas,
 Em busca de sangue, em busca de amor,
 Do calor...


 E o fogo lava nossa alma, queima as cinzas,
A escuridão turva a luz e o cheiro é triste,
Onde sou verme, sou anjo, demônio, sou cobaia de Deus.
A chispa busca onde se afogar e o infinito é o seu lugar.
Tão longe, tão dentro de mim,
O fogo fluindo, fluindo nas águas do mundo,
Fluindo no corpo, nas águas sujas, nas claras.

                           
Nas águas vivas, que ainda saem da fonte,
E as águas lavam a vergonha dos “cara de pau”,
Com seus jargões conhecidos e suas palavras falaciosas,
As pizzas são comidas, as verdades esquecidas,
E chove de novo, e a seca gera novas riquezas,
As pobrezas são nobres, e as guerras continuam no ar,

E o ar está tranquilo, procurando a vida,
E passam tiros de fuzil, bombas, balas, doces,
De crianças, traficantes, trafegando para a cripta,
E os donos dos elementos, alimentam tudo,
Alimentam o Universo, o imerso e o reverso,
Da mesma medalha.
Terra! Sagrada Terra!              

Um comentário:

  1. Boa tarde, Elder!
    Ah! Sinfonia dos Elementais! Será que realmente passas por todos os Reinos?
    Um grande abraço, Elder!

    ResponderExcluir