sábado, 1 de dezembro de 2012

O VIAJANTE

O VIAJANTE


 Eis que se abrem as portas do mundo, obscuro e luminoso,
 Do útero aconchegante você cai em um mundo cheio de caminhos,
 E o que você primeiro enxerga são faces de pais orgulhosos,
 Mas você mal sabe que seu caminho, trilhará sozinho.



 Quando você entende que o mundo é mundo, tudo é obscuro,
 Seus pais são deuses que te levantam e te mostram o que é a vida,
 As escadas são longas e distantes, você tem que quebrar os muros,
 Amarga é a água que fica para banhar as feridas.



 Mas você está aqui de passagem, olhe como o mundo é luminoso!
 Um mundo feito de arco-íris para maravilhar aquele que viaja,
 Aquele que se conscientiza que é um viajante verá seus dias gloriosos,
 Viajando por lugares difíceis e tortuosos pelos quais tu engajas.



 Aquele que percebe que tudo é uma viagem,
 Não se prende em nenhum lugar,
 Pois sabe que todo lugar é uma prisão, da qual deleita o coração,
 De que adianta viajar tanto pelo mundo,
 Carregando consigo desejos milhares,
 E milhares serão as coisas a deixar,
 Nos lugares por onde despertou variadas paixões.



 Eis que se fecham as portas do mundo, luminoso e obscuro,
 Ao útero eterno você cai livre de sua viagem e de seu mundo,
 E o que você por último enxerga é o quão tolo se tornou,
 Mas você mal sabe que o seu caminho ainda não terminou.

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