sábado, 15 de dezembro de 2012

MEDO





MEDO

O medo de tudo acabar não deixa ver o futuro,
Daquilo que te espera ao alcance, no escuro,
O fim do mundo é todo dia para o medo,
Daqueles que suspeitam de seus erros em segredo.

A Torre maldita cai sobre os escombros da idade,
Um museu de vasta idiotice criado pela vaidade,
Vaidade que te come e te cria rugas, cicatrizes,
Juntando suas preces às de falsas meretrizes.

O medo condena o passado ao futuro incerto,
Nunca revelando se está longe ou perto,
O fim do mundo é o início de outro,
Hora do velho chumbo transformar-se em ouro.

E todos procuram o fim do mundo em profecias,
Misturando suas velhas crenças com novas heresias,
Procurando um final triste para um mundo interno,
Enquanto o mundo acaba todo dia num movimento eterno.

Elder Prior

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