sábado, 15 de dezembro de 2012

CANSADO










CANSADO
 (Pra por na minha Lápide)

O ancião me olha e diz: Tu ainda assim serás!
Por mais que lute em seu caminho fugaz,
Será a velhice apenas um destino indesejado?
Ou será ponto de referência de um espírito cansado?

E cansado de lutar com suas próprias quimeras,
Procurando na vida atitudes sinceras,
No cansaço poder encontrar um descanso,
Num leito macio, no colo de um Morfeu manso.

Será que valeu toda a sabedoria herdada?
As cicatrizes do tempo na face marcada?
Digo que sim, não me arrependo de nada,
Beijo a Morte, minha eterna aliada.

Oh Morte! Tu que me sondas como uma amiga!
Esperando o momento em que a vida se intriga,
Que me acolhe um pouco a cada dia,
Minha mais fiel companhia!

Sabes bem a hora de mudar os papéis,
Então eu te sigo, deusa do Tempo, de formosos anéis,
Deixando este mundo que tenho acompanhado,
E meu corpo inerte, frio, putrefato e cansado.

Elder Prior

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