quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

AÉDON







AÉDON

Os seus pais se amaram, coisa de todos mortais,
Os deuses os invejaram por não poder amar,
Queriam poder amar como os pais de Aédon.
Não existia nem pássaro, nem santo, nem vida,
Nem deuses, que amavam como tal,
O limite foi dado até o ponto de cessar,
E a Terra foi feita por equilíbrio natural,
A vida humana surgiu por intermédio de Aédon.

Os deuses da inveja os transformaram em pássaros,
Desses pássaros que nunca cantam,
Pois, de tristeza, os pais de Aédon já não cantam mais.

Mas Aédon se tornou forte como um Budha,
O seu Cristo íntimo se desabrochou,
E o homem se tornou quase ser divino,
Mas não discerniu entre o bem e o mal.

A arvore do Paraíso, está no centro da vida,
E espera por Aédon.

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