domingo, 18 de novembro de 2012

CARTAS DE AMOR - XXII - UM LOUCO





UM LOUCO

A loucura ideal que eu tenho guardado,
Em meu peito de louco apaixonado,
Um cavaleiro que luta com inimigos imaginários,
Enquanto tenta resolver os velhos cálculos binários.

Um louco que não sabe expressar todo seu ser,
Que não consegue viver sem a ideia de te ter,
Que busca ser são para entender sua alma,
Que tão pura, se perde com uma atitude calma.

O louco vive sua loucura sem sentido,
Seus pensamentos num mundo de iludido,
Que perdeu o brilho quando se perdeu em sua loucura,
Nos caminhos de uma paixão com alma pura.

Minha sanidade se perdeu entre o amor e a paixão,
Que acaba me fazendo um porto de solidão,
Não sei se escolho o amor que me faz tão feliz,
Ou se corro atrás da paixão que um dia refiz,
Com pedaços daquilo que um dia fui criado,
E pelos sentimentos um dia fui deixado,
A esmo, sem amigos, sem abrigo,
Um louco sem loucura,
Amando para esquecer sua paixão de buscar,
Por coisas inúteis que nunca irão acabar...
E assim...
Terminam as cartas de amor....

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