quinta-feira, 8 de novembro de 2012

CARTAS DE AMOR - XIX - SOLITUDE




SOLITUDE

Sou um Sol em solidão,
Ardendo solenemente com minha paixão,
Transpassando minha pobre vida solitária,
Correndo os campos inóspitos em atitude diária.

Sou um Sol nas alturas da minha ignorância,
Que maltrata a minha sagrada ânsia,
Em querer ser um Ícaro sem asas belas,
Jogando minha sorte com cartas amarelas.

Sou um Sol na escuridão dos meus limites,
Um fogo negro cheio de idéias tristes,
Que não deveriam fazer parte do amor,
Mas o amor também transmite dor.

Porque o Sol busca a terra pra cultivar,
Jogar em teu seio os raios fúlgidos que estão a brilhar,
Em sua penumbra escondida em devaneios,
Meus beijos levar, caminhar entre seus seios,
Encontrando um lugar no meio dos montes,
Onde se possa ver dois sóis, dois horizontes.

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