quinta-feira, 29 de novembro de 2012

CAMINHO DO SOL






CAMINHO DO SOL

Um Sol que brilha, lá distante, longe do tempo,
Esperando com o vento sobrar a brisa nos cabelos da menina,
Em seu corcel rompendo a aurora, no macio acento,

A menina se transformou em avassaladora felina.

Os caminhos não se cruzam pelo mesmo bosque cinzento,
Pessoas com vidas tão distantes, vivendo o momento,
Terras e mundos vazios se enchendo de passado,
E o futuro não pode chegar, porque não é controlado.

E o Sol chega em sua hora vespertina,
O vento esfria e os cabelos não são mais da pequenina,
Em sua vida lúcida pensa em coisas insanas,
Santas pessoas, lá distante, algumas enganas.

Mas o que é real em toda esta ilusão?
O que realmente faz parte de sua coleção?
Selos colocados numa carta que não partiu,
E o coração partido por aquilo que nunca viu.

Os caminhos não se cruzam no meio da mata,
Pessoas que deseja, distante, prantos desata,
Mundos cheios de almejos jamais alcançados,
Pela liberdade de uma liberdade tranca
da.

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