quinta-feira, 29 de novembro de 2012

REALIZE







   REALIZE

  Olhe ao seu lado e descubra onde você está agora,
  Então se levante, pois, já chegou a hora,
  Não fique parado esperando que tudo aconteça,
  Não fique esperando que a sua vontade esmoreça.
                         

  Realize a vida que existe em você, querendo fugir,
  Realize o amor que dentro do mundo quer surgir,
  Enquanto você se prende dentro de sua própria escravidão,
  O mundo perece no meio de tanta podridão.
                            
  Faz surgir no seu mundo as alegrias que você deseja,
  Deixe que sua vida possa mostrar a potência de sua beleza,
  Não se leve por ideias ligadas às coisas do tempo mundano,
  Não deixe que o tempo e o mundo te transformem num tirano.
                 
  Realize seu mundo submerso em seu mais profundo ser,
  Realize seu querer fugindo daquilo que você gostaria de ter,
  Enquanto você foge da escravidão querendo buscar a liberdade,
  Esquece de si mesmo não conseguindo enxergar a felicidade.

CAMINHO DO SOL






CAMINHO DO SOL

Um Sol que brilha, lá distante, longe do tempo,
Esperando com o vento sobrar a brisa nos cabelos da menina,
Em seu corcel rompendo a aurora, no macio acento,

A menina se transformou em avassaladora felina.

Os caminhos não se cruzam pelo mesmo bosque cinzento,
Pessoas com vidas tão distantes, vivendo o momento,
Terras e mundos vazios se enchendo de passado,
E o futuro não pode chegar, porque não é controlado.

E o Sol chega em sua hora vespertina,
O vento esfria e os cabelos não são mais da pequenina,
Em sua vida lúcida pensa em coisas insanas,
Santas pessoas, lá distante, algumas enganas.

Mas o que é real em toda esta ilusão?
O que realmente faz parte de sua coleção?
Selos colocados numa carta que não partiu,
E o coração partido por aquilo que nunca viu.

Os caminhos não se cruzam no meio da mata,
Pessoas que deseja, distante, prantos desata,
Mundos cheios de almejos jamais alcançados,
Pela liberdade de uma liberdade tranca
da.

domingo, 18 de novembro de 2012

CARTAS DE AMOR - XXII - UM LOUCO





UM LOUCO

A loucura ideal que eu tenho guardado,
Em meu peito de louco apaixonado,
Um cavaleiro que luta com inimigos imaginários,
Enquanto tenta resolver os velhos cálculos binários.

Um louco que não sabe expressar todo seu ser,
Que não consegue viver sem a ideia de te ter,
Que busca ser são para entender sua alma,
Que tão pura, se perde com uma atitude calma.

O louco vive sua loucura sem sentido,
Seus pensamentos num mundo de iludido,
Que perdeu o brilho quando se perdeu em sua loucura,
Nos caminhos de uma paixão com alma pura.

Minha sanidade se perdeu entre o amor e a paixão,
Que acaba me fazendo um porto de solidão,
Não sei se escolho o amor que me faz tão feliz,
Ou se corro atrás da paixão que um dia refiz,
Com pedaços daquilo que um dia fui criado,
E pelos sentimentos um dia fui deixado,
A esmo, sem amigos, sem abrigo,
Um louco sem loucura,
Amando para esquecer sua paixão de buscar,
Por coisas inúteis que nunca irão acabar...
E assim...
Terminam as cartas de amor....

CARTAS DE AMOR - XXI - MEU MUNDO




MEU MUNDO

Meu mundo é tão triste sem você aqui,
Nas certezas da paixão que nunca adquiri,
Um amor que está em outro mundo mais feliz,
Que o meu, que encontro apenas cicatriz.

Volte sorrir o seu sonho de vida,
Não volte seguir uma vida dividida,
Enquanto você sorri eu encontro felicidade,
Porque ver teu sorriso e minha maior vontade.

Despeja em suas plantações meus girassóis de luz,
Aperte minha mão para ver onde ela te conduz,
Te levo ao infinito das cores contidas na aquarela,
Naquela casinha na montanha entre paisagem bela.

Este mundo feliz onde estamos a sós,
Onde reencontramos os sussurros da voz,
Que fala baixinho, palavras de carinho,
Um local aconchegante que fizemos nosso ninho.

CARTAS DE AMOR - XX - NÃO JULGUE





NÃO JULGUE

Não me julgue pela aparência que eu tenho,
Que às vezes de tão longe desdenho,
Tenho um coração repleto de amor e emoção,
Procurando em seu corpo um lugar de imersão.

Não me julgue uma pessoa difícil de entender,
Sou suave e claro, difícil de se ofender,
Minha alma busca a paz da sua presença terna,
Para que o amor torne-se uma marca eterna.

Vejo lágrimas que cobrem seu rosto com alegria,
Pensando em tudo que num tempo eu lhe dizia,
Se escondendo entre as paredes da sua paixão,
Nas entranhas mais difíceis do seu coração.

Não julgue o que digo como mera asneira,
Como palavra que o vento leva na poeira,
Secando a garganta e a dor do meu pranto,
Que te procura, tentando descobrir seu encanto.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

CARTAS DE AMOR - XIX - SOLITUDE




SOLITUDE

Sou um Sol em solidão,
Ardendo solenemente com minha paixão,
Transpassando minha pobre vida solitária,
Correndo os campos inóspitos em atitude diária.

Sou um Sol nas alturas da minha ignorância,
Que maltrata a minha sagrada ânsia,
Em querer ser um Ícaro sem asas belas,
Jogando minha sorte com cartas amarelas.

Sou um Sol na escuridão dos meus limites,
Um fogo negro cheio de idéias tristes,
Que não deveriam fazer parte do amor,
Mas o amor também transmite dor.

Porque o Sol busca a terra pra cultivar,
Jogar em teu seio os raios fúlgidos que estão a brilhar,
Em sua penumbra escondida em devaneios,
Meus beijos levar, caminhar entre seus seios,
Encontrando um lugar no meio dos montes,
Onde se possa ver dois sóis, dois horizontes.

CARTAS DE AMOR - LUA ENCOBERTA





LUA ENCOBERTA

Suas fases que inundam minh'alma,
Trazendo nas ondas uma paixão que acalma,
Os sentidos que sentem não sentir,
Porque já não sabem pra onde ir.

As idéias se perdem no oceano mental,
Como um gás inodoro, cômodo e letal,
Que rejeita a vida como consolo à morte,
Desejando ao próximo uma melhor sorte.

Na garganta o gosto sagrado da terra bruta,
O cheiro da Primavera, sagrada e ardil prostituta,
Megera que envenena os corações da solidão,
Sangrando os amores da humilde emoção.

Aquilo que fui, um dia com a Lua se desvaneceu,
Um coração liberto do que nunca mereceu,
Rondando entre portas fechadas, fachadas trancadas,
Das coisas que nunca puderam ser realizadas.

Dorme a Lua entre os escombros da Noite.