sexta-feira, 26 de outubro de 2012

CARTAS DE AMOR - XVI - DERRUBANDO CASTELOS






CARTAS DE AMOR - XVI - DERRUBANDO CASTELOS

Derrubarei os castelos se me jogares suas tranças,
Fixarei meu local no seu amor, esquecerei as andanças,
Teu beijo, néctar dourado, domado pelo dragão,
Que chora na lua, agitado pela paixão.

Dói ver a figura desolada que te aprisiona,
Enquanto eu canto uma canção que te apaixona,
Te beijo e te acordo deste sono de princesa,
Agora me amas, posso clamar com certeza.

Os castelos foram destronados pelo rei,
Aos teus encantos sempre servo serei,
Um bobo da corte para alegrar seu semblante,
Um Don Juan quando quiseres um amante.

Te salvarei da tristeza que te escolhe,
Como um pássaro que as migalhas recolhe,
Te amando e cantando esta minha paixão,
Fazendo palavras na chuva acariciar o furacão,
E neste momento de amor profundo,
Estarás liberta dos muros para o mundo.

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