terça-feira, 30 de outubro de 2012

CARTAS DE AMOR - XVII - A ESTRELA QUE BRILHA





A ESTRELA QUE BRILHA

Te vejo tão dentro de você, consigo,
Mas tenho esperança, um dia eu consigo,
Desabrochar seus pensamentos e entender,
Qual o brilho da luz que tenho que tender.

Abra as janelas que ainda existe muito amor,
Deixe de lado as tristezas e coisas que lhe causam horror,
Me brinde com seu sorriso e seus olhos marejados,
Olhe para o oceano por mim mareado.

Busco em teu silêncio as palavras de sua alma,
Nesta beleza de seus gestos em atitude calma,
Quero sentir sua natureza que me invade,
Como uma joia rara, uma pedra de jade.

Sua estrela brilha em meu coração,
Confirmando em mim eterna paixão,
Busco você pelos céus do universo,
Para descrever-te em mais este verso.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

CARTAS DE AMOR - XVI - DERRUBANDO CASTELOS






CARTAS DE AMOR - XVI - DERRUBANDO CASTELOS

Derrubarei os castelos se me jogares suas tranças,
Fixarei meu local no seu amor, esquecerei as andanças,
Teu beijo, néctar dourado, domado pelo dragão,
Que chora na lua, agitado pela paixão.

Dói ver a figura desolada que te aprisiona,
Enquanto eu canto uma canção que te apaixona,
Te beijo e te acordo deste sono de princesa,
Agora me amas, posso clamar com certeza.

Os castelos foram destronados pelo rei,
Aos teus encantos sempre servo serei,
Um bobo da corte para alegrar seu semblante,
Um Don Juan quando quiseres um amante.

Te salvarei da tristeza que te escolhe,
Como um pássaro que as migalhas recolhe,
Te amando e cantando esta minha paixão,
Fazendo palavras na chuva acariciar o furacão,
E neste momento de amor profundo,
Estarás liberta dos muros para o mundo.

CARTAS DE AMOR - XV - ONDAS DA LUA






ONDAS DA LUA

Levantas com a luz Matutina,
Com suas cordas e tranças nos cabelos de menina,
Olhando o céu procurando as fadas das flores,
Borboletas e pelúcias são seus amores,
És Diana pura e casta em sua caça criança,
Dos brinquedos da vida longa, cheia de esperança.

Beleza que surge com a luz no céu,
Mais uma Ísis que levanta o véu,
Descobrindo o caminho do seu ser feminino,
A aliança com a Terra será seu destino,
Ártemis guerreira em sua imaginação,
Os bosques sagrados lhe causam fascinação.

Lá está bela mulher e seu fruto nascente,
Videira formada para espalhar no mundo semente,
Abrindo o caminho para outros seres chegarem,
E em tua face de anjo, seguros olharem,
Tu és a matrona que em seu seio alimenta,
O filho da Terra que a vida experimenta.

Já é tarde e a luz foi-se embora,
Quem dera lembrar as lembranças de outrora,
Mas o tempo só termina para o que se conforma,
Deixando a luz se apagar, para casa retorna,
Sem levar daqui seu espírito de mulher divina,
Pelo simples fato de viver sua suavidade feminina. 

terça-feira, 16 de outubro de 2012

CARTAS DE AMOR - XIV - TEMPERO





CARTAS DE AMOR - XIV - TEMPERO

Temperas meu amor com seus sabores,
Com seus vestidos, destilando cores,
Me diz que sou a metade do que lhe é direito,
Que tens o meu amor guardado em seu peito.

Temperas a minha vida com seu sorriso lindo,
Com seus olhos me embriagando, minha alma invadindo,
E tudo que eu queria saber sobre o amor,
Algo infinito que realmente possa dar valor.

Tudo tão mágico com a nossa vida,
Que intrigas são suspensas, curada a velha ferida,
Que um dia deixou a cicatriz do perdão,
Das coisas causadas pela vã ilusão.

E me embriago novamente em seu tempero,
Que me domina com seu toque ligeiro,
Coisas que passam pelo tempo sem se ver,
Sentimentos guardados, percebendo sem perceber.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

CARTAS DE AMOR - XIII - O AMOR ESTÁ MORRENDO




O AMOR ESTÁ MORRENDO

Não deixe nosso amor acabar assim,
Sei que você ainda gosta muito de mim,
E que as coisas que foram ruins, foram embora,
Para que o nosso amor se realize sem demora.

Sei que não sou tão fácil de entender,
Nem é tão complicado ao meu lado viver,
Mas minha ânsia de chegar em seu coração,
Pode lhe causar uma certa desilusão.

Não é qualquer pessoa que consegue me engolir,
Sou um vinho azedo, vinagre ruim de deglutir,
Mas sei que meus anseios são os mesmos que os seus,
E que seus desejos são os mesmo que os meus.

Não deixemos o amor morrer,
Como uma fênix do fogo tem que renascer,
E ascender do alto como a luz do destino,
Aprendendo moldar as partes do masculino e feminino.

Tudo é tão simples quando o amor existe,
Dentro dos caminhos errados que o ego insiste,
Em levar pelo vento como um cavalo selvagem correndo,
Mas não se pode falar que o amor está morrendo,
Porque ainda atrás do seu amor vou vivendo.




segunda-feira, 8 de outubro de 2012

CARTAS DE AMOR - XII - SACRIFÍCIO




SACRIFÍCIO

Me sacrifico pra ficar longe de ti,
Mesmo nos dias que não estou aqui,
Te vejo em meus sonhos de poeta amador,
Procurando maneiras de disfarçar a dor.

E longe te vejo como uma princesa perdida,
Que alguns cavaleiros lhe deixaram esquecida,
Porque o destino te reservou para estar aqui,
E passar por coisas que vivi, escondi.

Houve um tempo que eu era um sonhador,
Hoje sou sonho com alma de consolador,
Vivo o que muitos não sabem que existe,
E você neste caminho me acompanhar insiste.

Então, te beijo com amor de sua pena,
Do sacrifício que fazes pelo meu problema,
Resolves com seu coração de deusa coroada,
Se camuflando no sacrifício de mulher amada.

domingo, 7 de outubro de 2012

CARTAS DE AMOR - XI - A FORÇA DO AMOR




A FORÇA DO AMOR

Sinto a força que me concede o teu olhar,
Palavras que invadem o meu desejo de te amar,
Uma força que me faz em ti grudar,
Como um magnetismo de magnitude estelar.

Quantos olhos que se saciaram com tua beleza,
Que inunda, derrubando tentativas de defesa,
Tentando não ser aprisionado pelo seu ardor,
Um cometa que veio do céu exalando amor.

Eu fiquei em teus gestos e suas palavras,
Nas areias, nos pastos, dentro das favas,
Esperando para nascer dentro do seu coração,
Quem sabe uma alma gêmea de outra encarnação.

Mas o tempo nos leva na onda da canção,
Tocada nas esferas do espaço, perdidas na imensidão,
E eu aqui cantando versos para seu amor,
Tentando aplacar um pouquinho este calor.

As musas te invejam, ao longe se refugiam,
Lembrando de seus banhos, que óleos ungiam,
Seu corpo exalado como uma flor selvagem,
Como um anjo do céu, ou então sua imagem.