terça-feira, 14 de agosto de 2012

ESFINGE







ESFINGE

Vou eu com minhas patas e boca ávida de leão,
Querendo esconder de todos, meu rabo de dragão,
Cabeça de homem mas um coração de Medusa,
Tentando petrificar aquele que a frente cruza.


De tempos inglórios me lembro de princesas,
Em castelos abandonadas, abandonadas presas,
Quem não se encanta com o canto do Menestrel?
Músicas da alma, boca adoçada com mel?

E a princesa mais feliz caiu no encanto do canto,
Seguiu o Menestrel para o seu escondido recanto,
Conheceu então o fogo escondido, a garganta do dragão,
Apaixonou-se por algo que não sabia a razão.

Na lua cheia conheceu poções, e a magia escolheu,
Pensando que era amor aquilo tudo que aconteceu,
Mas dragão não tem sentimento, só quer cozinhar o caldeirão,
E no amanhecer, tudo acabou, o sentimento, solidão.

Por isso é triste seguir a Esfinge,
O coração de amor tinge,
Mas a Esfinge só quer movimento,
Fazendo queimar por fora e por dentro.

E volta então, ser o destemido leão,
E o dragão esconda seu rabo, o Pigmalião,
Achando princesas, belas estátuas sem vida,
Deixando em seus sentimentos, apenas uma lembrança adquirida.

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