sexta-feira, 27 de julho de 2012

O BARDO LOUCO








Porque é tão difícil entender as palavras de um louco,
Daquele que fala idiotices até ficar rouco,
Uma rouquidão de pensamentos que expressam preocupação,
Sem muito lidar com seu lado emoção.


Mas é tão difícil ser aceito e aceitar,
Um mundo de imagens que passam sem parar,
Coisas que são verdades para as pessoas,
E para um  pobre coitado, em sua mente ressoa.

É tão fácil viver a vida, vendo o tempo viver,
Mas a alma pede mais que tempo, quer florescer,
O que pessoas vêem como a vida vivida,
Pro Bardo é o limiar de uma nova saída.

É fácil viver e achar que isto é tudo,
Mas é difícil viver e não ter um escudo,
Onde possa se esconder e viver sem pensar,
Em tudo que se vê e pensa, neste lugar.

Se isto é tudo, então, não é nada pra mim,
Prefiro acreditar que a vida não tem fim,
E o que vivo agora me leva  aceitar,
Um modo diferente de conjugar o amar.

Não, não posso amar como se toma posse,
Prefiro amar como se um Bardo fosse,
“Caminhando e cantando e seguindo a canção”,
Conforme manda o fundo do meu coração.


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