sábado, 19 de agosto de 2017

LA ISLA DE LOS MORTOS


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LA ISLA DE LOS MORTOS

Enquanto os terroristas fazem vítimas,
Outras vítimas surdas e cegas caminham neste inferno,
E Dante já passou por aqui, mostrou vários vícios,
Os desejos de destruir a própria alma penada,
Pena que as penas de Ícaro se despedaçam,
Contam a história, ilusória, escondida atrás das nuvens.

Pessoas assustadas com as pessoas,
Transeuntes perdidos no meio do mundo civilizado,
O sangue vermelho se espalha e é igual no mundo todo,
Mas mudam as crenças, a hipnose letal de não pensar sozinho,
Porque pensar sozinho é ser uma ilha,
No meio das estruturas criadas e amaldiçoadas,
O grande Leviatã com sua barba cheia de olhos,
Que veem e não enxergam o óbvio,
Preferem o sorriso maroto do coringa,
Andando em seu trenó da Natal, 
Espalhando presentes e coisas inúteis,
Mostrando o que a humanidade carrega em seu coração,
Vaidade. 
Apenas vaidade.

Elder Prior.




sábado, 11 de fevereiro de 2017

RESPIRAR


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RESPIRAR


O hálito, alento em meus lábios,
Sussurrando a voz, o verbo, a maldição,
O sangue que pulsa na corrente vital,
Cadeias imprevisíveis de um sonho letal.



Uma roda que massacra o tempo,
Entre o bem e o mal, no interior do catavento,
Girando feito um bumerangue perdido,
Procurando a cabeça do demônio corroído.



Respiro a palavra que pronuncia o anjo,
Exalo o choro do bebê recém nascido,
Entre as entranhas da vida desenhada,
Numa folha de pergaminho imaculadada.



Já não é o corpo que respira o sopro,
É o espírito que sonha ser santo,
O grande alento respira por todo o universo,
Numa sinfonia sem acordes, nem verso.



Elder Prior.

ESCURIDÃO



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ESCURIDÃO

Na escuridão da floresta reservada,
Em tons sombrios calmamente pincelada,
Lá estava, tal como descrita no oculto,
Entre a prece do santo e do herege inculto.

Andando entre os raios das estrelas errantes,
Seguindo o homem, seu eterno amante,
Se prende ao cordão do tempo que escorre,
Nas entranhas da escuridão, morre.

A terra úmida sente o sabor do fogo,
Mão ao alto suplicando em rogo,
Mas a prece não acalenta a visão,
O que padece centro do coração.

Animais fantásticos surgem na escuridão,
Não se sabe ao certo, real ou ilusão?
E os efeitos ficam, ignorando a paisagem,
Retratando o gosto de quem alimentou a imagem.

Um lobo uiva ao conhecer a lua,
Um círculo de fogo para a mulher nua,
A escuridão se dissolve entre pernas dançantes,
Que se alimentam das freiras e seus amantes.

Elder Prior.

CARNAVAL OUTRA VEZ


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CARNAVAL  OUTRA VEZ

Politicamente mente e os dementes crêem,
Sonham, bebem, dormem acordados, acomodados,
Na miséria, atitude séria de conformados, formados,
Nas academias, epidemias de ideias erradas,
Escancaradas nas praias secas de sal,
O mal que se alastra num mundo podre,
Sem direção, só a do cão, cérbero faminto,
Minto a mim, quem sabe um Serafim,
Um demônio, binômio de Deus, ou seus,
Os apetites da falsidade, na cidade enfeitada,
Festejada pelas insanas criaturas, das alturas,
Criam regras, sem tréguas, para o povo que se alegra,
Com os enfeites de outro carnaval.

Elder Prior

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

A ARTE DA GUERRA




A ARTE DA GUERRA


A arte faz guerra entre o pincel e o vazio,
Entre a linha e a pena deslizante,
Nos acordes da música que invade o silêncio,
E a monotonia se desmorona pela arte, a cena, acena.


Há uma guerra entre a arte e o mundo,
A arte derruba os muros da realidade,
Vive atrás, oculta, sagrada entre os profanos,
Aos hereges que sabem a verdade escondida.


Os que dominam a arte não se prendem,
A rotina da roda se perde no imenso obscuro,
E a alma perdida não quer encontrar,
Nada, nem Tudo,
Apenas, lutar em sua guerra de criar arte.



Elder Prior.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

A POÉTICA MUTAÇÃO - PI - CONJUNÇÃO




CONJUNÇÃO

Manipulando as energias do movimento,
Entre a inércia e o caminho do vento,
O velho homem tentando descobrir a solidão,
Qual sua verdadeira raiz no meio da multidão.

Magnetiza aqueles que se sentem bem,
Enquanto o movimento não chega e o destino não vem,
Sua energia recobre os cantos encantados da mente,
Abrindo a consciência do mundo inteligênte.

Sai de sua desgastada persona vivida,
Buscando seu Eu, a presença de vida,
Onde sua energia deve estar focada,
Onde a mágoa deve ser afogada.

A conjunção de ideias que criam a esperança,
Uma força que alimenta uma nova criança,
Que espera entre a turbulência do caminho,
Onde a solidão é nunca estar sozinho.

Elder Prior

sábado, 17 de dezembro de 2016

FOLHA IV





FOLHA IV



Não vou mais me envenenar com a política mundial,

A nova ordem que se espalha feito um vírus letal,

Cansei de sofrer, procurar uma luz na saída,

Mas a colônia está entregue aos destinos da vida.



Vou me encontrar com os seres da natureza,

Com os entes escondidos atrás da beleza,

Buscar o aroma da poesia no canto da floresta,

Um reduto de paz e equilíbrio que ainda resta.



Vou me encontrar com a pureza das fadas,

Buscar a paz das criaturas aladas,

Viajar pelas fronteiras do desconhecido,

Enquanto o dia não tiver amanhecido.



Vou me acanhar com os mestres do mundo oculto,

Onde a idéia se envolve num vulto,

Criando um lugar onde a experiência é eterna,

Um novo útero, a Nuctis, a consciência materna.



Vou me ligar ao meu eu esquecido,

A voz do silêncio que cochicha em meu ouvido,

Tudo aquilo que sei e que faço que não sei,

Que esconde de mim mesmo, o que um dia serei.